Jantar na casa de um chef italiano em São Paulo: uma experiência fora do restaurante
- redação LIDO

- 27 de jul.
- 6 min de leitura
Jantar na casa de um chef italiano em São Paulo: uma experiência fora do restaurante
Há noites em que escolher um bom restaurante não resolve completamente a questão. Um aniversário pequeno, a visita de amigos que chegam de outra cidade, um encontro com clientes ou uma conversa entre pessoas que trabalham juntas podem pedir outro ritmo: uma mesa só para o grupo, mais tempo para conversar e uma relação mais próxima com quem prepara o jantar.
É essa a ideia de um jantar na casa de um chef em São Paulo. Não se trata de reproduzir um restaurante dentro de uma residência, mas de construir uma noite em torno das pessoas que estarão à mesa.
Para o LIDO amici di amici, essa experiência tem ainda outro significado. É uma volta às origens.
O que muda quando o jantar acontece na casa do chef
Em um restaurante, cada mesa vive a sua noite dentro de um espaço compartilhado. Na casa do chef, o grupo inteiro chega para a mesma experiência.
A recepção pode começar no jardim ou no deck, antes do jantar. O menu é pensado para aquela ocasião e os pratos podem ser acompanhados por histórias sobre uma receita, uma lembrança de Gênova ou a explicação de um ingrediente menos conhecido.
O chef não aparece apenas quando um prato chega à mesa. Ele participa do ritmo da noite, recebe os convidados e conduz a experiência de maneira mais direta.
Isso não torna o jantar em casa melhor do que o restaurante. É apenas outra forma de hospitalidade. Há momentos em que se deseja o movimento do salão, a liberdade de escolher no cardápio e a convivência com outras mesas. Em outros, faz sentido reunir todos em um ambiente privado, com um menu comum e tempo para permanecer à mesa.
Mesmo no restaurante, o LIDO conserva um pouco desse espírito. A grande mesa coletiva, por exemplo, nasceu da vontade de aproximar pessoas sem obrigá-las a conversar, como contamos em Mesa compartilhada em restaurante funciona?.
Antes do LIDO, vieram as Cenas da Roberto
O LIDO começou, de certa maneira, antes de ter endereço em Pinheiros.
Roberto Rebaudengo já recebia pessoas em sua casa para noites conhecidas como “A Cena da Roberto”. As experiências eram oferecidas pela plataforma Foodpass e reuniam convidados ao redor da cozinha italiana, de receitas genovesas e de uma mesa compartilhada.
Não era apenas um jantar servido fora de um restaurante. Roberto cozinhava, recebia e contava as histórias dos pratos. Pessoas que muitas vezes não se conheciam chegavam à casa e passavam a noite reunidas em torno da mesma mesa.
Esse modo de receber chegou a ser retratado pelo portal Sabor.club na matéria “Ei, chef, não tem restaurante?' que apresentou aquelas experiências como parte do início da trajetória de Roberto em São Paulo.
Foi dessa convivência entre cozinha, casa e convidados que nasceu parte do que depois se tornaria o LIDO. Ao abrir o restaurante, a intenção não era apenas servir comida italiana, mas manter próxima a relação entre quem cozinha, quem recebe e quem se senta à mesa.
Agora, os jantares voltam à casa do chef. Não como um serviço criado para acompanhar uma tendência, mas como um retorno às experiências que ajudaram a formar o restaurante.
Uma mesa entre São Paulo e Gênova
A casa de Roberto fica em uma região com vista para o Pacaembu. Há um jardim e um deck onde os convidados podem ser recebidos no início da experiência, de acordo com o formato combinado.
É uma casa vivida, não uma sala de eventos decorada para parecer doméstica. Os objetos e os espaços carregam referências da história pessoal do chef e também de sua passagem pelo teatro e pela cenografia.
No jardim, a mesa é revestida por uma cerâmica realizada por Roberto junto com Emanuele Luzzati, artista genovês com quem trabalhou como assistente. Cenógrafo, ilustrador, pintor e ceramista, Luzzati criou um universo visual marcado pelo teatro, pela narrativa e por uma imaginação profundamente mediterrânea.
A mesa, portanto, não está ali como decoração temática. Ela nasceu de um trabalho feito em conjunto e reúne, no mesmo objeto, Gênova, a cenografia, a trajetória pessoal de Roberto e a casa onde os convidados são recebidos.

Essa presença de Gênova também chega à mesa. Quem quiser conhecer melhor suas referências pode ler sobre a Culinária genovesa e os sabores da Ligúria e sobre uma cozinha feita de ervas, hortaliças, azeite, massas, peixes e técnicas domésticas.
Como funciona o jantar na casa de um chef italiano
A experiência é pensada para pequenos grupos e começa por uma conversa.
Quem são os convidados? O que está sendo celebrado? É um encontro entre amigos, um jantar de família ou uma ocasião profissional? O grupo deseja uma noite descontraída ou uma experiência mais conduzida pelo chef?
A partir dessas informações, são definidos o formato, o menu, as bebidas, o número de participantes, o tempo previsto e as necessidades de serviço.
A cozinha de Gênova e da Ligúria costuma ser o ponto de partida. Isso não significa repetir sempre os mesmos pratos ou trabalhar com um número fixo de etapas. O menu é construído de acordo com a ocasião, a época e as possibilidades da cozinha.
Preferências e restrições alimentares devem ser informadas durante o planejamento para que o LIDO possa avaliar o que é possível adaptar. Nada é pressuposto antes dessa conversa.
Uma experiência para amigos, famílias e pequenos grupos
Um jantar privativo em São Paulo pode fazer sentido em ocasiões muito diferentes.
Pode reunir amigos que não se encontram há algum tempo, celebrar um aniversário ou um noivado, receber parentes vindos de outro país ou transformar uma pequena data familiar em uma noite com mais tempo e menos formalidade.
Quem procura um lugar para uma celebração intimista talvez também encontre ideias em Restaurante para comemoração pequena em Pinheiros. A diferença é que, na casa do chef, todo o encontro é construído para um único grupo.
A experiência também pode ser uma maneira de apresentar São Paulo a visitantes estrangeiros ou brasileiros de outras cidades. Em vez de oferecer apenas uma refeição, o anfitrião convida seus hóspedes a conhecer uma história de cozinha italiana que começou justamente em uma casa paulistana.
O jantar não precisa necessariamente celebrar uma grande data. Às vezes, o motivo é simplesmente reunir dez ou doze pessoas que raramente conseguem estar juntas em torno da mesma mesa.
Jantares para clientes e grupos corporativos
Em encontros profissionais, o ambiente altera a conversa.
Uma reunião em escritório tem seus códigos. Um grande evento corporativo tem outros. Sentar clientes, parceiros ou dirigentes ao redor da mesma mesa pode criar uma relação mais direta e menos protocolar.
Por isso, a experiência também pode receber jantares com clientes, encontros entre lideranças, relacionamento com parceiros, pequenos offsites e celebrações empresariais.
Para projetos corporativos mais estruturados, o LIDO trabalha em colaboração com a Bora Experiências Jantar Genovês na casa de chef italiano.
A Bora desenvolve experiências para empresas e pode ajudar a organizar o jantar de acordo com o objetivo do grupo, o perfil dos participantes e a logística do encontro. Sua proposta é especialmente adequada para relacionamento com clientes estratégicos, dirigentes, parceiros e atividades corporativas que pedem planejamento mais amplo.
Um team building gastronômico, por exemplo, não precisa necessariamente envolver uma competição ou uma aula prática. Para alguns grupos, compartilhar uma mesa, ouvir as histórias dos pratos e passar algumas horas fora do ambiente habitual de trabalho já pode produzir o tipo de aproximação procurado.
A parceria com a Bora não impede solicitações diretas. Empresas com uma proposta já definida também podem conversar com o LIDO, que avaliará a melhor maneira de desenvolver o encontro.
Como solicitar a experiência diretamente ao LIDO
Jantares entre amigos, celebrações familiares e propostas personalizadas podem ser solicitados diretamente ao restaurante.
Para começar a imaginar a noite, algumas informações são suficientes:
o tipo de ocasião;
o número aproximado de convidados;
a data ou o período desejado;
se a experiência é privada ou empresarial;
o tipo de jantar que o grupo imagina.
A partir daí, o LIDO pode propor um formato e conversar sobre menu, bebidas, duração e serviço.
Os pratos servidos no restaurante podem ajudar a entender a linguagem da cozinha da casa, embora o jantar privado não precise reproduzir o Cardápios do LIDO. A proposta nasce de um diálogo específico com cada grupo.
Voltar à casa onde tudo começou
A história faz um movimento quase circular.
Primeiro vieram as Cenas da Roberto, realizadas na casa do chef. Depois nasceu o LIDO, levando para Pinheiros aquela maneira de cozinhar, receber e contar histórias. Agora, parte do projeto volta à casa, também em colaboração com a Bora e aberta a solicitações diretas.
O espaço mudou, o restaurante cresceu e novos formatos se tornaram possíveis. Mas a ideia continua próxima daquela primeira mesa: reunir pessoas, preparar um jantar para elas e permitir que a cozinha seja também uma forma de conversa.
Para imaginar um jantar na casa do chef, conte ao LIDO quem estará à mesa, qual é a ocasião, quantas pessoas devem participar e que tipo de noite vocês gostariam de construir.




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